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As Aventuras de Capitão M. Falcone e do gnomo Kroy (provisório)

Diante do resultado dos dados, Capitão M. Falcone coçava a cabeça como quem não acredita no que vê. Acabava de ser derrotado numa rápida aposta. Números pares, ele ganharia; números ímpares, seu fiel ajudante, o gnomo Kroy, seria o vencedor. Deu sete, o número de azar do Capitão.

- Perdeu, Cap. Passa para cá essa moedas – disse Kroy ao estender sua mão peluda para o Capitão M. Falcone.

- Não acredito nisto! – exclamou o capitão, enquanto entregava o valor da aposta para o gnomo. – Estes dados devem estar com algum problema.

- Não se esqueça que eles são seus, Cap – retrucou Kroy ao colocar as moedas num dos inúmeros bolsos de sua engenhosa roupa. – Então, assim como estes abençoados dados, o problema é só seu... E as moedas, minhas! – concluiu rindo, satisfeito pela vitória.

Os dois companheiros estavam sentados em torno de uma antiga mesa de madeira. Era a “mesa da sorte” do Capitão M. Falcone, segundo ele mesmo dizia. Sempre que alguém perguntava, ele contava com orgulho que foi nela que teve sua primeira noite vitoriosa no jogo de dados, ganhando centenas de moedas de ouro. Na época, a mesa já era velha, agora, assemelhava-se a um artefato de filme de terror e, ainda por cima, foi palco de sua derrota para Kroy.

- Quando eu te digo que esta mesa não dá sorte, você não acredita... – ironizava o gnomo ao bater no bolso onde depositou as moedas ganhas.

- A sorte às vezes se manifesta de maneiras que não entendemos, meu caro Kroy – refletiu Falcone ao recolher os dados sobre a mesa.

O sol de fim de tarde iluminava o velho celeiro onde Capitão M. Falcone e Kroy moravam. A construção foi deixada ao Capitão como herança de família. De início, uma herança um tanto desagradável, mas logo se mostrou um ótimo espaço às parafernálias mecânicas e todos experimentos científicos da dupla de aventureiros. O lugar era um misto de lar e oficina mecânica. E nem Falcone nem Kroy se incomodavam com a bagunça espalhada por todos os cantos, pelo contrário, amavam-na.

- Se a sorte continuar se manifestando assim, fico mais do que satisfeito! – exultou o gnomo. – E, melhor ainda, com o bolso cheio de moedas!

- Isso mesmo, Kroy, se gabe enquanto pode – disse, tranqüilo, Falcone. – Sinto que hoje é um dia de muita sorte, e não vou me incomodar com suas ironias.

O Capitão M. Falcone era um homem de meia idade, com direito a alguns fios de cabelo brancos. Era muito espirituoso e de boa composição física. Desde a época em que deixara o Exército, ostentava uma barba sempre muito bem feita e um bigode avantajado. Em seu cinturão, nunca deixava de carregar um revólver de cabo branco, quase que de estimação. Após deixar o serviço militar, passou a viajar pelo mundo buscando aventuras a troco de boas recompensas. Foi nessa época que conheceu Kroy, convidando-o para se tornar seu ajudante.

Falcone era um homem íntegro e honrado, contudo, tinha um defeito perigoso: era viciado em jogos. Sempre que possível, se envolvia em disputas de cartas, dados, dos jogos mais diversos. Uma mínima discordância de opiniões era motivo para apostar, sempre a dinheiro.

- Daqui a pouco vou à Caverna jogar – disse o capitão a seu ajudante. – Voltarei com os bolsos cheios! Essas moedinhas que você ganhou não serão nada em comparação com meus ganhos desta noite. Você vai ver, meu caro!

- Espero que sim, Cap – suspirou Kroy. – E quem sabe teremos algo decente para comer por aqui...

Normalmente, Falcone e Kroy conseguiam boa quantidade de dinheiro para sobreviverem. Sempre que voltavam das viagens de exploração, sendo acompanhantes de algum arqueólogo ou ricão excêntrico, recebiam pagamentos generosos. Contudo, quando em casa, os dois passavam por apertos, já que os honorários ganhos praticamente evaporavam das mãos do Capitão M. Falcone em suas noites de jogatinas na Caverna. Parecia que longe de sua mesa da sorte, Falcone só se dava mal.

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Genres: Fantasy

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Created on: 4/14/09 12:24 AM

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Author: carloseducador (20)  Add to favorite authors list

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