- Corta! - disse o diretor ao megafone, sem necessidade, é claro, já que o elenco e a locação usada eram pequenos e todos podiam até lhe ouvir os suspiros carregado de insatisfação.
O diretor se levantou e rumou para o meio do cenário, carregando junto de si a sua soberbisse e a corja de vassalos.
- João, meu amigo - disse ele - teremos que marcar uma oficina para vocÊ trabalhar a personagem. Parece-me que você não está entendendo por completo o que é chegar em casa e encontrar sua mulher morta no sofa.
- Mas... - e assim começou e morreu a desculpa de João, quando percebeu que todos já haviam virado de costas e não queriam lhe ouvir.
Enquanto alguém ajudava João a vestir o seu casaco, eis que rumam três pessoas da equipe em sua direção, cada um trazendo uma informação inédita que julgava importantíssima de ser de conhecimento do diretor. Cada um deles, sem notar que os outros também pareciam ter urgência no falar, dispararam simultâneamente:
- Chefe, a porta está trancada pelo lado de fora!
- Diretor, telefone para você. É uma pessoa estranha.
- João, Melissa está morta.
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KKKKKKKKKKKKKKK
Uma história dentro da história dentro da história!
Só não entendi a última frase:
"João, Melisse está morta" é no telefone?