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... em que ele chegou em casa, abriu a porta, e encontrou a esposa morta no sofá.

O adeus de Alicinha

Ao lado de sua cabecinha capenga, a velha garrucha de vovô Inácio. E suas balas espalhadas pelo chão formando o belo desenho de um dromedário.

Alicinha tinha planejado cada detalhe de seu suicídio: o sangue escoaria por um complexo sistema de irrigação feito por almofadas e colchas estrategicamente estacionadas. As balas seriam seu material para a arte mais completa que realizara em gêneros animais. Desde sempre quisera cavalgar um dromedário (era o tipo de palavra que aprendia quando, no primário, titia Cocota martelava o abecedário).

Belo xale indiano, comprado na liquidação da MegaStore em decadência, Márcio via nele tudo aquilo que nunca vira com paciência: drama, sangue, truculência. Bronco que fosse, porém, não deixava de reparar no sublime da cena. Pólvora no ar, sangue respingado na mocela do sofá. O trilho de sangue corria e formava a mensagem macabra.

O adeus bem vivo de Alicinha.

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Genres: Humour, Detective Story, Erotic

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Created on: 8/23/07 12:40 PM

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Author: lgnakajo (42Add to favorite authors list

Luis Nakajo é paulistano de coração, guaçuano nas raízes, mercosulenho emérito e garoto Mercosul 2004.

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