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O peido

A janta transcorria alegremente, quando o Fontoura assumiu uma expressão de profundo desgosto. Alguém tinha dado um tremendo peido, surdo, porém muito fedorento. Os convidados se entreolharam, desconfiados; concluíram que o indiscreto havia sido - naturalmente - o Renê. Este, por sua vez, fora o único a perceber quem peidara, a saber, o Rogê Oriental. Logo acusou: "Foi ele!".

Ninguém acreditou no Renê, que, de qualquer maneira, nunca era levado a sério. O Rogê Oriental era professor de ioga e uma verdadeira sumidade do autocontrole e da consciência corporal. Não poderia ter peidado. "Cala a boca! Todo mundo sabe que o Rogê Oriental não peida!", ralhou o Fontoura, dirigindo-se ao Renê.

O Rogê Oriental permaneceu quieto, encabulado, enquanto o Fontoura fitava os outros comensais, em busca de respaldo. Entretanto, ninguém haveria de zangar-se por uma besteira daquelas, afinal de contas, "escapou", como definiu o Queridão. Menos sofisticado, e por isso mesmo mais humano, o Queridão repetiu, envolvendo o Renê em seu corpanzil gordo e peludo: "escapou, não foi, Renêzinho?".

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Com efeito, o Queridão, delegado de polícia, trinta anos de carreira, acostumado a lidar com traficantes, prostitutas, assassinos... - fredo (10) (readers: 12, score: 2, max length: 1, underlying passages: 1) Genres: Fable

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Created on: 4/11/08 2:54 AM

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Author: norbertogouveia (10Add to favorite authors list

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